O que acontece com a baterias de chumbo-ácido após o descarte em um ponto de coleta habilitado?

A bateria de chumbo-ácido é 99% reciclável sendo composta por plástico, chumbo e uma solução ácida, os quais representam, aproximadamente, 6%, 52% e 30% respetivamente de peso das baterias.

Após trituração da bateria inservível, o plástico é transformado em pequenos pedaços e passa por um processo de lavagem, para remoção dos resquícios de chumbo e ácido, estando pronto para criação de novas caixas.

A solução ácida é formada por ácido sulfúrico e chumbo, sendo necessário passar por um processo de neutralização com a adição de cal. Com isso, ocorre uma separação por meio de decantação, onde é possível fazer a remoção do chumbo, restando apenas uma massa composta de ácido, cal e água. Essa massa passa por um filtro prensa para remoção do excesso da água, para assim poder ser transformado em sulfato de sódio, podendo ser utilizado na produção de vidro, sabão em pó e na indústria têxtil, ou ainda pode ser utilizado pelas empresas do ramo do agronegócio para a fertilização de solos.

Caso o ácido tratado não seja comercializado, após o tratamento físico de filtragem, o ácido pode ser encaminhado para a destinação final em aterros sanitários ou para incineração.

Por fim, o chumbo segue para o processo de fundição, onde o metal é transformado em líquido. O chumbo é fundido juntamente com carvão vegetal e pedaços de ferro, que atuam na retirada das impurezas presente no chumbo. Posteriormente esse chumbo ganha um novo formato sendo transformado em material sólido através de um processo chamado de lingotamento que transforma o material em peças adequadas para inserção nos equipamentos de fabricação de grades e outras peças.

O único rejeito gerado durante o processo de reciclagem e que, portanto, não pode ser reaproveitado, é a escória, um material arenoso resultado do processo de fundição do chumbo.

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