Saiba como funciona o processo de reaproveitamento do plástico e do ácido das baterias chumbo-ácido

Você sabia que os componentes das baterias de chumbo-ácido são os materiais mais reciclados no mundo? As baterias inservíveis apresentam, em média, o potencial de reciclagem de 99%, ou seja, são geradas perdas mínimas no processo de reciclagem do material. Se compararmos com a taxa de reaproveitamento de outros produtos, as baterias estão bem mais à frente: Latas de Alumínio (55% de reaproveitamento); Jornais (45%); Pneus (26%); e Garrafas de Vidro (26%).

As baterias de chumbo-ácido, são compostas de plástico, chumbo e uma solução ácida, os quais representam, aproximadamente, 6%, 52% e 30% respetivamente de seu peso total. O processo de reciclagem é preciso e consolidado para garantir a reutilização industrial desses três componentes na fabricação de novos acumuladores de energia. Mas, principalmente, tem sido aperfeiçoado de forma contínua para garantir a destinação ambientalmente correta dos insumos danosos à saúde humana e Meio Ambiente, como o ácido sulfúrico.

O primeiro passo é a divisão dos componentes, a partir da quebra da bateria inservível em vários pedaços, que seguem para uma estrutura de separação, onde os materiais mais pesados, com o chumbo, ficam no fundo, e os mais leves, como o plástico, mais acima, para que sejam os primeiros a serem retirados. Além disso todos os líquidos são removidos.

Após a separação, a solução ácida passa por um processo de recuperação do eletrólito, para recuperação dos polos negativos e positivos que geram os íons da bateria, para assim poderem ser reaproveitados ou descartado no corpo receptor. O seu processo de tratamento é feito em duas etapas. Na primeira, a solução ácida é encaminhada para um tanque, para realização do processo de decantação. solução ácida é encaminhada para um tanque, para realização do processo de decantação. Em 2021, no Brasil, foram gerados 173,5 mil toneladas do ácido tratado na forma líquida. E 7,2 mil toneladas na forma sólida, encaminhadas para aterros sanitários.

Atualmente o IBER possui 9 recicladores associados, sendo que 6 destes reaproveitam a água (ácido neutralizado) em processos internos que não exijam o uso de água potável e outros 2 realizam a comercialização para indústrias para uso em outras atividades.

Já as peças de plástico, normalmente polipropileno, são lavadas, secas e encaminhadas para uma unidade recicladora específica. São derretidas a um estado quase líquido e seguem para uma máquina extrusora, que as transformam em pequenos grânulos, de tamanho uniforme. São essas pequenas peças que são destinadas aos fabricantes, para produção de novas embalagens de baterias.

No ano passado, 15,5 mil toneladas de plástico foram geradas, sendo que a grande maioria foi reaproveitada como caixas e tampas (14,6 mil toneladas) e um parte menor (903 toneladas) foi transformada em pallets.

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